O Melhor da Crítica

Convidamos a deleitarem-se com o que há de Melhor na Região Bragantina!

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O melhor da Mortadela


Divulgação
Faça como um bolonhês

Bolonha não tem o poderio industrial de Turim, a riqueza de Milão, a história de Roma nem está impregnada de arte como Florença. O cálcio dos rossablus não impressiona. Mas a capital da Emilia-Romana tem a universidade mais antiga do mundo, fundada em 1088 (onde Umberto Eco é o titular de semiótica), rica gastronomia e... mortadela. Aliás, a mortadela é a única com selo de Indicazione Geografica Tipica, o IGP, conferido pela Comunidade Europeia.



A mortadela está de tal forma identificada com a cidade que por ali é chamada apenas de "la bologna". E está por todos os cantos. Nos pequenos restaurantes e rotisserias na via Independenza é frequente encontrar peças inteiras de mortadela em exposição. Classicamente cilíndrica, pesa 12 kg e fica pendurada no alto como um desses sacos de treinos para boxeadores. Veem-se também peças pequenas, de 1 a 2 quilos das marcas Due Torri ou da famosa Pasquini & Brusiani (você pode experimentá-la no antepasto da Osteria Bottega via Santa Caterina, 51).
Mas, se quiser comer uma boa mortadela, não perca tempo, vá direto à via Caprarie, número 1 (uma das laterais da bela Piazza Maggiore). É ali que está a Tamburini Ântica Salsamenteria Bolognesi (pode chamá-la apenas de Tamburini, como fazem os bolonheses), templo da mortadela, louvado nos guias locais e no Gambero Rosso.

Com pistache - Reconhecida com o selo DOP, é feita com 100% de paleta suína desossada manualmente. A gordura (parte branca) vem do pescoço do animal. Leva pistache de Bronte (na Sicília) e é levemente picante. Foto: Felipe Rau/AE          
A Tamburini é uma rotisseria caprichada (e vale a visita), mas deixe-a para depois. Primeiro, prefira uma discreta porta lateral que leva a um ambiente pequeno com apenas quatro picole tavole de madeira. É ali que se pode provar o que é vendido na rotisseria.


Fino trato - Delicada na cor e no sabor, esta italiana leva carne suína e bovina, toucinho, lascas de pistache,especiarias e condimentos naturais, além de conservantes e antioxidantes. Foto: Felipe Rau/AE         
A mortadela vem em fatias finíssimas, rosadas e brilhantes. É suave, untuosa sem ser gordurosa - a untuosidade torna o pão, seu melhor companheiro, mais macio, menos seco, dispensando o uso da manteiga. O sabor, levemente adocicado, é contrabalançado por parrudos grãos de pimenta-do-reino.
A porção é generosa, servida numa tábua, e pode ser acompanhada de magnífico parmegiano-regiano (cuja picância sutil se contrapõe à doçura da mortadela) e de outras preciosidades da salumeria italiana, como o prosciutto di San Daniele, o prosciutto di Modena, a sopressata veneta.
Quando perguntei sobre outras variedades de mortadela para degustar: pistache, picles, peperoncino e tartufo produzidas por algumas salumerias, como a famosa Falsineo, o ragazzo fez cara feia e foi falar com il capo. Parecia que eu tinha dito que o time de Parma (que concorre com Bolonha pela primazia na Emilia-Romana) era melhor ou que prefiro presunto de Parma à mortadela bolonhesa. "Aqui em Bolonha mortadela é de porco e basta. Aqui não se fazem essas coisas", vociferou o chefe.
Pão, azeite e um pingo de aceto balsâmico - ou apenas ele - sobre a mortadela são aceitos sem problemas. Mas nem experimente outras combinações. E um último aviso: sim, para comer, retira-se a casca.
Ah, para beber, Lambrusco. Bem, confesso que havia pensado em acompanhar a mortadela com um vinho tranquilo como um Dolcetto ou um Bardolino, casamento clássico indicado pelo mestre Saul Galvão. Mas o garçom do Tamburini sugeriu um Lambrusco di Sorbara.


Mais magra - Feita apenas com músculo e miúdos bovinos e pimenta-do-reino, sem adição de gordura. Leva também conservantes. Foto: Felipe Rau/AE                 
Acostumado aos Lambruscos que aportam no Brasil, insossos e malfeitos, quase ensaiei um Te Deum. Mas resolvi não contrariá-lo. Aceitei o Lambrusco di Sorbara, que é produzido em doze comunas da província de Modena. Cor rubi translúcido, era seco, tinha aromas de violetas, frutas vermelhas e casca de mexerica. Na boca, corpo leve, fresco, acidez equilibrada. Para completar, tinha boa perlagem. Está bem, uma boa pilsen, com amargor acentuado para equilibrar a gordura e o adocicado da mortadela, também faz boa parceria.

Por: Táki Cordás/ESPECIAL PARA O ESTADO
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos%20paladar,faca-como-um-bolonhes,4864,0.htm

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Noite de pizza

Sem poder lavar a louça e com fome procuramos um folder de pizzaria para jantarmos. O único problema é que a pizzaria próxima de casa não aceita cartão de crédito (acreditem, isso no século 21!).

Arquivo pessoal

Encontrei o folder da Multti Pizzaria que (pasmem!) abre todos os dias. Foi difícil escolher dentro das 53 opções de pizzas salgadas, mas escolhi uma pizza metade ‘Gostosona’ e metade ‘Vegetariana’. Ligamos sem grandes expectativas e fomos surpreendidos com um atendimento perfeito: simpático, atencioso e profissional.

Quando desligamos o telefone pensei em procurar um pão com manteiga, mas fui surpreendida com uma entrega em 20 minutos. O motoqueiro apresentou-se educadamente e nos desejou bom ano! (há motoqueiros educados!).

Ao abrir a caixa nos deparamos com uma bela pizza, muito bem cortada, que nos remeteu às originais pizzas italianas.

O recheio era rico em cores e texturas, as bordas estavam crocantes e bem recheadas e a massa inferior bem fina.

A ‘Gostosona’ é formada por: mozarela, calabresa, presunto, queijo catupiry e tomate, numa feliz combinação de sabores que despertaram os sentidos. Já a ‘Vegetariana’ contém; brócolis, palmito, pimentão, cebola, tomate seco, champignon e mozarela, as cores e o aroma são um detalhe à parte.

Ao terminar me senti mal por ter subestimado a qualidade do serviço e coloquei o folder na minha geladeira.

Sim amigos, tudo isso na cidade de Bragança Paulista, não em um shopping distante e caro.

  • Para conferir você mesmo:

Rua Paulo Pacitte, 535 – Hípica Jaguary
Bragança Paulista – SP
11 4031 4330
6188 3441
6487 3811

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A Melhor Coxinha

Tentando resolver rapidamente questões bancárias no centro de Bragança Paulista, SP, no horário do almoço, busquei um local para comer, mas a lanchonete onde eu frequentava fechou. Ficava em ótimo ponto comercial, próximo aos bancos. Antes mesmo de cogitar ir a um restaurante, parei em frente a uma lanchonete nova na rua Cel. João Leme, Café & Bobagem.


Ao entrarmos, nos deparamos com uma decoração simples e moderna, um visual limpo e padronizado. As vitrines de salgadinhos e doces estavam (incrivelmente) limpas, bem organizadas. Todos os alimentos apresentados tinham uma plaquinha com os recheios (sim, ainda existe respeito ao consumidor).

A atendente nos mostrou (com simpatia e paciência) todos os salgadinhos disponíveis e nos orientou a experimentar a coxinha de catupiry com calabresa. Estava uma delícia. Crocante e quentinho. O recheio é harmonioso e saboroso, na quantidade certa. Aliás, o tamanho dos salgados é ótimo, nem muito grande, nem muito pequeno. A variedade de recheios é ótima; frango com catupiry, bacalhau, camarão com catupiry, carne, palmito. Todos podendo ser degustados em um local tranquilo, limpo onde cada detalhe parece ser bem pensado para agradar o consumidor.

Do proprietário. Disponível em: http://goo.gl/UvNY0

Ao passar pela experiência do Café & Bobagem fizemos questão de publicá-la devido à falta de locais que busquem a excelência em qualidade na cidade de Bragança Paulista. A limpeza e organização chamaram a atenção desde a entrada. As toaletes são limpas e adaptadas para deficientes.

Além dos salgados, os sucos também me surpreenderam. Ao consultar o cardápio encontrei ótima lista de opções e combinações. Mas as surpresas não param. Pedi o café da casa, o premiadíssimo café Terroir de Bragança da Fazenda Boa Esperança de Bragança Paulista. Realmente saboroso.

A experiência Café & Bobagem nos mostra que é possível aliarmos conforto, qualidade gastronômica e excelência em atendimento do centro da cidade de Bragança Paulista. Isto é o Melhor da Crítica! 

  • Para conhecer e se surpreender:

R. Cel. João Leme, 621 - Centro
Bragança Paulista, SP.
11 4033 7000      

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